domingo, 6 de novembro de 2016

Repentes e Repentistas Violeiros



quinta-feira, 18 de agosto de 2011 - Domingo, 06 de novembro de 2016.

Repentes e Repentistas Violeiros (18/08/2011)

Há pouca ou quase nenhuma informação sobre a biografia dessa dupla que é da maior importância para o repente. Sabe-se que José Vicente do Nascimento nasceu no dia 7 de agosto de 1922, em Pocinhos, Paraíba. Até os 14 anos morou na cidade paraibana, Taperoá. Depois, mudou-se com a família para o Sítio Umburana que, na época, pertencia ao município de São José do Egito e hoje é Distrito de Itapetim. Zé Vicente da Paraíba era membro da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel e dizia que não podia viver sem cantar e escrever. Ele era um poeta de grande envergadura. Sobre sua vida, um de seus versos dizia: “Fiz do choro das cordas da viola o maior ganha-pão da minha vida”. Ele faleceu recentemente, no dia 10 de maio de 2008, vítima de falência múltipla dos órgãos. Esse disco, gravado em 1972, é uma das principais referências do repente. Zé Vicente da Paraíba é uma figura lendária entre os cantadores do nordeste. Ele ganhou relativa notoriedade na década de 1970, porque Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho e Zé Ramalho gravaram alguns de seus versos. Seu trabalho mais conhecido é “Quanto é grande o autor da natureza” (Faixa 1 , Lado A), que foi, inclusive, regravado por esses mesmos artistas.


Fonte: http://www.acervoorigens.com/

sábado, 5 de novembro de 2016

Vavá Machado e Marcolino os campeões das vaquejadas.

Vavá Machado e Marcolino - 1978 - Campeões das Vaquejadas (06.10.2010 - 05/11/2016

Os Bridões de Ouro é o nome da dupla nordestina formada Vavá Machado e Marcolino. A música que eles cantam e compõem é inspirada no ambiente dos vaqueiros e das vaquejadas, as famosas festas, que, há algumas décadas, são a maior expressão do ciclo do gado, no nordeste e em todo o Brasil. Os Bridões de Ouro cantam aboios e toadas. Aboio, segundo o folclorista Câmara Cascudo, é um canto de trabalho, utilizado pelo vaqueiro para tocar a boiada durante as migrações, as apartações, e outras atividades. O aboio serve também como ferramenta de sincronização entre os próprios vaqueiros, quando estes abóiam juntos, em consonância. A toada não é um canto de trabalho, e consiste em uma série de versos elaborados e entoados em ritmo lento, como uma cantilena. A forma da toada se assemelha à dos cordéis. O aboio caracteriza-se por ser um entoar lento e de poucos fonemas com melodias simples e quase uníssonas, contendo espaços entre estes fonemas simples, que são preenchidos por pequenas expressões cantadas lentamente, como: ê gado manso (como se pode ouvir no início da faixa 9 desse disco – Homenagem ao Vaqueiro). Mais recentemente, com o crescimento das festas ligadas ao ciclo do gado, os cantadores acabaram deixando de exercer o ofício de vaqueiros, para serem exclusivamente cantadores. Nesse contexto, eles misturam aboios e toadas nas mesmas canções, como é o caso de Vavá Machado e Marcolino. Essa dupla demonstra grande preocupação em manter-se fiel ao modo como os aboios e toadas são tradicionalmente cantados. Eles cantas em terças, sem nenhum acompanhamento, e apenas aparecem, hora ou outra, uns sinos de vaca, para reforçar o ar campestre.



Fonte: http://www.acervoorigens.com/

sábado, 8 de outubro de 2016

 8 de Outubro

Dia do Nordestino



Hoje, 8 de outubro, é o dia do Nordestino. A data foi instituída em 2009, em homenagem ao centenário do nascimento de Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré, poeta popular, compositor e cantor cearense. Além disso, trata-se também de uma homenagem ao célebre Catulo da Paixão Cearense, maranhense de São Luís e autor da famosa música “Luar do Sertão”.
 O “Dia do Nordestino” foi criado em São Paulo, por ser a cidade onde vive o maior número nordestinos de todo o Brasil (com exceção do próprio Nordeste, claro). 

 A cultura popular do Nordeste é muito rica. Seu artesanato, musicalidade, religiosidade, culinária, festividades, mitos, lendas, crendices, costumes, danças, superstições e outras tantas formas de manifestações artísticas deste povo é sensacional.
Fonte: http://www.smartkids.com.br/


domingo, 8 de novembro de 2015

O TRAJE DO VAQUEIRO


O mais antigo registo da indumentária do vaqueiro nordestino fê-lo Henry Koster em dezembro de 1810, nos sertões do Rio Grande do Norte, entre Açu e Mossoró:

"Vou dar a descrição do meu amigo que se afastou da estrada para indicar-me o poço. É a figura comum do sertanejo em viagem. Montava um pequeno cavalo com cauda e crinas compridas. A sela era um tanto elevada adiante e atrás. Os estribos eram de ferro ferrugento e os freios, a mesma forma. As rédeas eram duas correias estreitas longas.

Sua roupa consistia em grandes calções ou polainas de couro taninado mas não preparado, de cor suja de ferrugem, amarrados da cinta e por baixo víamos as ceroulas de algodão onde o couro não protegia. Sobre o peito havia uma pele de cabrito, ligada por detrás com quatro tiras, e uma jaqueta, também feita de couro, a qual é geralmente atirada num dos ombros. Seu chapéu, de couro, tinha a forma muito baixa e com as abas curtas. Tinha calçados os chinelos da mesma cor e as esporas de ferro eram sustidas nos seus pés nus por umas correias que prendiam os chinelas e as esporas. Na mão direita empunhava um longo chicote e, ao lado, uma espada, metida num boldrié que lhe descia da espádua. No cinto, uma faca, e um cachimbo curto e sujo na boca. Na parte posterior da sela estava amarrado um pedaço de fazenda vermelha, enrolada em forma de manto, que habitualmente contém a rede e uma muda de roupa, isto é, uma camisa, ceroulas e, às vezes, umas calças de Nanquim. Nasboroacas que pendiam de cada lado da sela conduzem geralmente farinha e a carne assada no outro lado, e o isqueiro de pedra (as folhas servem de mecha), fumo e outro cachimbo sobressalente. A todo este equipamento, o sertanejo junta ainda uma pistola, cujo longo cano desce pela coxa esquerda, e tudo seguro" (Viagens ao nordeste do Brasil, p. 133-134, Brasiliana, São Paulo, 1942)

Este sertanejo em viagem é o mesmo vaqueiro em jornada longa, seguindo murruá fujão, dias e dias.

O príncipe de Wied-Neuwied, em janeiro de 1817, descreve os vaqueiros italianos da Barra da Vareda, próxima aos limites de Minas Gerais:

Já aqui pude também travar conhecimento com os homens encarregados de guardar o gado; são os vaqueiros ou campistas, como os chamam em Minas Gerais, vestidos de couro de veado da cabeça aos pés. Essa vestimenta parece extravagante à primeira vista, mas é muito adequada, pois esses homens têm muitas vezes de correr atrás do gado, que foge através dos arbustos espinhosos e das caatingas, ou então são obrigados a fazer passar o gado por aí, para reuni-lo. A sua vestimenta consta de sete peças feitas de couro de veado; o chapéu, pequeno e arredondado com abas estreitas, que se alarga e alonga para trás para formar uma pala que abriga o pescoço; o gibão ou jaqueta, aberto na frente, por baixo do qual está o guarda-peito, largo pedaço de couro que desce até à barriga; as perneiras ou calções, por debaixo das quais estão as botas munidas de esporas. Uma vestimenta desse gênero dura muito tempo, é fresca, leve e defende-os dos espinhos e das pontas dos galhos. O vaqueiro, montado num bom cavalo sobre uma sela acolchoada, leva na mão uma longa vara cuja extremidade é guarnecida por uma ponta de ferro rombuda, com que abate ou afasta os bois furiosos; às vezes, leva também um laço para pegar os animais mais bravios" (Viagem ao Brasil, 376)

Von Martius, em meados de 1817, viu no interior de São Paulo o uso da roupa de couro, diária e comum: "Os paulistas do povo, os peões sobretudo, costumam usar uma sela pequena, chata, de madeira, que nem sempre é forrada de couro (selim), com estribos tão pequenos que neles só cabe o dedo grande do pé. As esporas são adaptadas ao pé descalço. No mais, consiste a roupa do peão em um curto gibão, perneiras justas e um chapéu em forma de prato, preso ao pescoço com uma correia, tudo de couro pardo de veado ou de capivara, e este vestuário protege-o muito eficazmente contra as cercas de espinheiro, que tem de atravessar na perseguição aos animais" (Viagem pelo Brasil, I, 255)

Euclides da Cunha (Os sertões, 12ª edição, 118-119) desenha o vaqueiro das caatingas baianas: "O seu aspecto recorda, vagamente, à primeira vista, o do guerreiro antigo exausto da refrega. As vestes são uma armadura. Envolto no gibão de couro curtido, de bode ou de vaqueta; apertado no colete também de couro; calçando as perneiras, de couro curtido ainda, muito justas, cosidas às pernas e subindo até às virilhas, articuladas emjoelheiras de sola, e resguardados os pés e as mãos pelas luvas eguarda-pés de veado – é como a forma grosseira de um campeador medieval desgarrado em nosso tempo. Esta armadura, porém, de um vermelho pardo, como se fosse de bronze flexível, não tem cintilações, não rebrilha ferida pelo sol. É fosca e poenta. Envolve ao combatente de uma batalha sem vitórias… A sela da montaria, feita por ele mesmo, imita o lombilho rio-grandense, mas é mais curta e cavada, sem os apetrechos luxuosos daquele. São acessórios uma manta de pele de bode, um couro resistente cobrindo as ancas do animal,peirorais que lhes resguardam o peito, e as joelheiras apresilhadas à juntas. Este equipamento do homem e do cavalo talha-se à feição do meio. Vestidos doutro modo não romperiam, incólumes, as caatingas e os pedregais cortantes".

Dizemos a roupa do vaqueiro véstia. O chapéu, chato e redondo não guarda para o nordeste a proteção do cobre-nuca que Wied-Nieuwied fixou no alto sertão baiano, na fronteira com Minas Gerais e Rugendas desenhou em Goiás. É preso ao queixo pelobarbicaxo, espécie de jugular. Mantém-se o gibão, curto, antigo ou cobrindo o assento, de certo tempo para cá; as perneiras, que são calças; o guarda-peito, colete solto, duma só peça, bordado a retrós, os guantes, luvas que apenas defendem o dorso das mãos, e os sapatões de couro cru, durando uma existência.

É uma raridade encontrar-se o peitoral no cavalo, larga faixa de couro guardando-lhe o peito. É ainda comum nos sertões pernambucanos, para o sul. Para o norte, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, quase desapareceu.


(CASCUDO, Luís da Câmara. Tradições populares da pecuária 

Fonte: Internet

sábado, 7 de novembro de 2015

CHAPÉU DE COURO: O capacete do vaqueiro nordestino


Picture
“Quem usa chapéu de couro
simboliza a região,
tem as raízes da terra
plantadas no coração”
Biliu de Campina

O Chapéu de couro é um símbolo do vaqueiro nordestino e faz parte da indumentária de proteção juntamente com o gibão e a perneira. Com esse conjunto o vaqueiro está pronto para se embrenhar na caatinga e capturar aquele boi mandingueiro, sem medo de se estrepar nos garranchos. “Vaqueiro que é vaqueiro só tira o chapéu de couro pra tomar banho, dormir ou quando está na missa.” É o que costuma declarar nas rodas de amigos o vaqueiro Manoel de Germano que aos 60 anos ainda se dana dentro do mato atrás de boi brabo.

A indústria cultural não conseguiu tirar de circulação o velho e autêntico chapéu de couro, usado por Luiz Gonzaga, Lampião, Dominguinhos, Santana e tantos outros. Surgiram variações, mexeram no designer, inventaram novas técnicas de tratar o couro, mas ele continua firme e forte na cabeça dos nordestinos e até mesmo de turistas internacionais.

Atualmente a maior produtora de chapéu de couro do Brasil é a cidade de Cabaceiras no Carirí paraibano, situada a 180Km da Capital João Pessoa. Cabaceiras é uma das cidades que menos chove no mundo e é conhecida como a”Roliúde Nordestina” por atrair produções cinematográficas, a exemplo do filme Auto da Compadecida,gravado no município.

Cabaceiras possui um dos maiores rebanhos de ovinos e caprinos do estado. É um grande celeiro de artesanato em couro, a partir da pele de bode, curtida através de processo vegetal e utilizado na confecção de bolsas, sandálias, cintos, coletes, gibão, chaveiros, celas, arreios e o tradicional chapéu de couro.

A ARTEZA , uma cooperativa situada no Distrito de Ribeira à 14Km da cidade, reúne 8 fabricas de artefatos em couro, seis com sede no próprio distrito e duas em Cabaceiras. Atualmente mais de 300 pessoas, que antes não tinham renda, estão envolvidas no trabalho de produção de artefatos, inclusive na fabricação do chapéu de couro.

Em companhia do artesão José Carlos Castro, presidente da ARTEZA, visitamos algumas das fabricas em Ribeira. Uma delas foi a de seu José Guimarães que mandou abrir o seguinte letreiro na fachada: ARTESANATO DO ZÉ, O REI DO CHAPÉU DO CHIFRE. Eles fabrica diferentes modelos de chapéus com destaque para o chapéu de couro que já vem com um par de chifres de bode.

Lá dentro da oficina, uma grande surpresa. Quando você pensa em couro de animal logo vem à lembrança daquele cheiro forte. Pois é, não foi assim. Essa é a grande diferença do material que é produzido na região de Cabaceiras. Em parceria com a UFCG – Universidade Federal de Campina Grande a ARTEZA desenvolveu uma técnica de tratamento do couro que envolve a fermentação, no qual ele não fica com aquele cheiro forte que estamos acostumados a sentir por aí.

Para Carlos Castro, a grande vantagem de se trabalhar com o couro de caprinos e ovinos é a elasticidade, a facilidade com que ele ganha forma, diferente do couro do boi. Experiente, Carlos nos deu uma aula de como fabricar o chapéu. O couro do animal é levado para o curtimento vegetal. Lá ele é tratado, pode permanecer cru, com ou sem pelo, ser tingido ou não.

Na segunda parte o couro é cortado, dependendo das medidas determinadas. Tudo feito à mão por jovens artesãos. No início eles tiveram que promover uma espécie de campanha para recrutar jovens para trabalhar nas oficinas e conseguiram treinar 30 pessoas. Na última vez que abriram vagas já foram 167 interessados que desta vez participaram de uma seleção. Eles têm que ter bom desempenho escolar para poder trabalhar nas fábricas.

Depois do corte o couro é molhado para ficar mais elástico e assim ser colocado nos moldes. É lá que eles ganham forma e vão para a secagem. Esse processo depende da temperatura ambiente e pode durar duas horas ou mais. Como chove pouco por lá, isso não é um grande problema.

Em seguida, o chapéu ganha a aba que vai proteger o rosto do vaqueiro do sol. Na Paraíba ela se caracteriza por ser curta. Em regiões como a Bahia ela costuma ser maior. Mas na oficina do Zé eles fazem de acordo com o gosto do comprador, com o pelo do animal e a aba branca, por exemplo.

A última etapa é a costura. Primeiro ele vai para a máquina de costura reta receber o acabamento, mas os desenhos e aplicações ficam por conta da máquina a mão, que apesar de ser mais trabalhosa é quem vai dar riqueza de detalhes ao chapéu.

Carlos castro viu o pai, José Ambrósio de Castro, produzir chapéus e trabalha com isso desde criança. Com apenas treze anos foi questionado por ele sobre o que queria fazer da vida. Carlos não contou conversa e sem demora respondeu: CHAPÉU DE COURO! Aos quinze já tomava conta de uma fábrica e de lá pra cá só tem ajudado a espalhar o nome de Cabaceiras.

A qualidade do material e da produção é tanta que eles chegam a fazer até 3.600 chapéus por mês e vendem também para vários estados do Brasil e até para o exterior. “As vezes falta matéria prima e pessoal qualificado para atender a demanda” diz Carlos, que se orgulha de ter confeccionado chapéus de couro para artistas e personalidades do país inteiro.

O preço de um chapéu de couro na fonte varia de R$ 8,00 a R$ 30,00 e um gibão bem trabalhado chega a custar até R$ 500,00.

Agora você já sabe. A cidade de cabaceiras na Paraíba produz um chapéu de couro de primeira, um chapéu que não tem cheiro, não deforma, não solta as tiras e apresenta estilos arrojados, incluindo chifres.


Rafaela Gomes de Oliveira
Fonte internet.

Mulheres cultas tendem a beber mais álcool, diz estudo na Inglaterra


Universitárias consomem mais bebidas alcoólicas do que mulheres com menor grau de instrução, sugere uma nova pesquisa da London School of Economics, realizada na Grã-Bretanha. De acordo com o estudo, as mulheres cultas também são mais propensas a admitirem problemas envolvendo o abuso do álcool.

Uma relação semelhante entre o grau de escolaridade e o consumo de bebidas alcoólicas também foi identificada entre os homens, entretanto ela é bem menos influente do que o que ocorre com o público feminino.

Os pesquisadores acompanharam milhares de pessoas, de ambos os sexos, nascidos em uma mesma semana de 1970, na Grã-Bretanha. O relatório concluiu que quanto mais culta for uma mulher, maior as chances dela beber semanalmente. Os estudos afirmaram, ainda, que quanto maior o grau de instrução escolar, maior a tendência de um profissional do sexo feminino admitir problemas de dependência com relação ao álcool.

Os testes foram feitos anos antes dos voluntários chegarem à vida adulta, enquanto ainda estavam na fase escolar. As adolescentes que registraram notas mais altas no colégio, de acordo com a pesquisa, mostraram ter até 2,1 mais chances de beber no dia a dia do que alunas de desempenho inferior.

Fonte: internet