domingo, 16 de setembro de 2012

CONTOS


A MOURA TORTA            


Vivas e vibrantes.Quando  pequenas, elas aprenderam a bordar furando as folhas das laranjeiras com os espinhos da própria árvore e espetando florzinhas de de cambará (é um arbusto muito comum no cerrado Mineiro,que da belas florzinhas),nos buraquinhos feitos.A brincadeira virou outras diversões, do bordado ao tricô,fizeram de tudo.
             Hoje, elas brincam com nossas vistas e com nossa imaginação, pois deixam tudo sempre embaralhado pelo assoalho da casa velha.Nas formas das lãs desenredadas ,vemos dragões soutando chispas, cavalheiros com suas farpas,donzelas enclausuradas em torres de louça chinesa,seres mitológicos não pertencentes nem ao passado,nem ao presente ,nem ao Brasil,nem à Grécia ,nem à  França,nem à cochinchina ,nem à ao caixa-prego.  Ha ,Deus,que bom que as historias são de todo o mundo ,não tem dono!...
           Uma delas venho ate mim numa primavera no sítio Veredas,pela lembrança de minhas tias la a família Villas Boas:chama-se ''A moura Torta'',e vou-lhe conta do jeito que elas me narraram .FOI ASSIM...
            Avia um pai muito rico senhor de terras e um palácio esplêndidos que tinha 3 filhas .melancia (as 3 cidras do amor é outro nome que esse conto popular recebe na Europa. as melancias aparecem como cidras em outras versões.), como dote à um deles assim que demonstrassem vontade de sair do palácio para sair corre  mundo. ''Abram apenas em um lugar que aja água por perto''.-recomendou enfático o cuidadoso pai.
         E lá se foram os 3 rapazes mundo afora, percorrendo diferentes caminhos ..
O primeiro dos filhos era um rapaz muito ancioso. Em época em que não havia muitos remédios para controlar a anciedade,  ele teve uma produção excessiva de adrenalina e acabou abrindo à fruta (Há versões em que as frutas são gamboas , fruto do gamboeiro , é um tipo de marmeleiro. As gamboas se parecem com marmelos grandes.), no meio do caminho mesmo. Sua surpresa foi ver uma linda moça saltando como cabrita  de dentro da melancia , ainda com algumas sementes grudadas no cabelo .
           Pelo o amor de Deus , dê-me água ou leite. - ela suplicou .
Como não havia nada por perto , a não ser a poeira volumosa da estradinha , a moça foi murchando , qual uma fruta desidratada, e morreu lá mesmo .
           O irmão do meio também sofria de anciedade , mas não tanto  quanto o primogênito da família. Mais adiante de seu caminho, sentiu uma taquicardia  lhe invadir o peito e abriu logo a grande fruta no meio do capim seco. assim como ocorreu com o outro irmão , saiu uma mulher muito bonita de dentro da fruta , ainda com pedaços da polpa enfiada nas orelhas.  OBS. MATÉRIA INCOMPLETA AINDA VOU CONTINUAR À MATÉRIA, AGUARDEM !!!
 

                
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