sábado, 15 de março de 2014

Hipertensão arterial um mal silencioso, vamos cuidar do coração?


A pressão arterial elevada não causa sintomas
Diferente do que muitos pensam a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) não causa sintomas, é uma doença silenciosa. Esta falta de sintomas faz com que as pessoas não procurem um médico ou faz com que esqueçam de tomar as medicações regularmente.
A HAS é uma condição clínica caracterizada por níveis elevados de pressão arterial. É considerada HAS quando a pressão arterial está acima de 140/90 mmHg em medidas de consultório e o diagnóstico deve ser confirmado em medidas repetidas em pelo menos três ocasiões diferentes. Esta condição clínica tem alta prevalência e baixas taxas de controle, sendo um importante problema de saúde pública. Inquéritos populacionais mostram, nos últimos 20 anos, a prevalência acima de 30% de HAS nas cidades brasileiras.
A HAS causa aumento do risco cardiovascular e a mortalidade por doença cardiovascular aumenta progressivamente com o aumento dos níveis pressóricos.
A HAS é de causa multifatorial, sendo os fatores genéticos e ambientais os grandes vilões desta condição. Na maioria dos casos, a HAS é primária, isto é, sem causa definida. A HAS secundária pode ser causada por medicamentos, como corticoide e anti-inflamatórios, apneia do sono, doença renal e doenças endócrinas. Os fatores de risco para HAS são idade, consumo de sal, consumo elevado álcool, obesidade, sedentarismo, tabagismo e estresse emocional.
É de fundamental importância ter o conhecimento que a HAS não tratada corretamente pode causar danos a múltiplos órgãos, como rins, retina, coração, cérebro, podendo causar infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico, insuficiência renal e até diminuição da acuidade visual. Essas lesões podem ser irreversíveis.
O tratamento da HAS deve ser iniciado com a mudança do estilo de vida e, em alguns casos, associado a medicações. Mudanças no estilo de vida reduzem a pressão arterial, bem como a mortalidade cardiovascular.
Para a prevenção da HAS é fundamental a prática de atividade física regular, alimentação saudável com alto teor de frutas, hortaliças, fibras, minerais e laticínios e baixo teor de gordura, menor ingestão de sal e álcool, manutenção de peso ideal, combate ao tabagismo e ao estresse psicossocial. Hábitos saudáveis de vida devem ser adotados desde a infância.
A implementação de medidas de prevenção da HAS é importante e  permanece um grande desafio para os profissionais de saúde. A prevenção primária e a detecção precoce são as formas mais efetivas de evitar as consequências danosas da HAS e devem ser metas prioritárias.
Por: Dra. Carolina Christianini Mizzaci
Fonte: http://www.socesp.org.br/
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