domingo, 6 de março de 2011

CHICO PEDROSA BIOGRAFIA






Chico Pedrosa (1936 Guarabira/Paraíba).
Ele deixou a Paraíba há mais de duas décadas, mas nunca negou suas origens e nem o amor que sente pela terra-natal. Aos 71 anos Chico Pedrosa, como a maioria dos poetas e artistas populares em geral, não leva vida fácil. Nascido na cidade de Guarabira, interior paraibano, ele tenta sobreviver da venda de seus livros e CDs, mas sem uma distribuição sistemática e remando contra a maré da rede eletrônica que dilui a cultura nordestina (e brasileira) vive em condições precárias para um gênio da sua estirpe.

"Faço meus livros e meus discos e saio vendendo de mão em mão, ou quando os amigos organizam alguma apresentação", disse-me da última vez que estive em Recife, sem o menor traço de mágoa ou tristeza. Chico Pedrosa parece entender o preço do ofício. São raros os casos de poetas como Jessier Quirino, que consegue arrastar multidões aos seus recitais, mesmo assim mantendo uma profissão segura, no caso de Jessier a arquitetura.


Fã de Chico Pedrosa o poeta-declamador-arquiteto Jessier Quirino (também paraibano) não esconde a sua admiração pelo mestre: "Tenho em Chico um exemplo, uma fonte de inspiração. Ele é um dos maiores poetas deste estilo que fazemos, da poesia ligada às raízes nordestinas, onde o humor e a labuta dos nossos irmãos nos inspiram", afirma o autor de "Vou me Embora pro Passado".


Chico Pedrosa tem admiradores como Vital Farias (compositor e cantador), Zelito Nunes (escritor e pesquisador de cultura popular) e Santanna (cantor de forró de muito sucesso). Todas estas personalidades das artes nordestinas compreendem e dimensionam bem a obra do poeta paraibano radicado no Recife. "Chico é um gênio", resume Zelito Nunes, autor do livro "Pinto Velho do Monteiro", sobre o poeta-cantador-filósofo sertanejo já de saudosa memória.


Para Chico Pedrosa não há revolta ou falta de motivação, ao contrário, ele me disse: "Agradeço esse dom que Deus me legou porque não sei como seria minha vida sem a poesia". Sobre a falta de maior difusão e de um mercado bastante para seu sustento, ele prefere ver as coisas por outro ângulo: "A juventude se seduz pela música que faz dançar, mas isso tudo é efêmero. Ficarão os grandes poetas, cantores e artistas em geral", profetiza esperançoso.


A obra de Chico Pedrosa pode ser bem assimilada em CDs mais recentes como "No Meu Sertão é Assim" e "Paisagem Sertaneja (Poesia Viva" ou em livros como "Pilão de Terra" e "Raízes da Terra". No mais recente CD do cantor e sanfoneiro Amazan tem o registro de um de seus poemas mais engraçados e geniais, que é "Briga na Procissão".





Nascido em 1936, poeta popular e declamador, Chico Pedrosa tem três livros publicados (Pilão de Pedra I e II, Raízes da Terra) e vários cordéis escritos. Tem poemas e músicas gravadas por cantores e cantadores como Téo Azevedo, Moacir Laurentino, Sebastião da Silva, Geraldo do Norte, Lirinha dentre outros.

Lançou três CDs, chamados "Sertão Caboclo", "Paisagem Sertaneja" e "No meu sertão é assim", registrando assim a sua poesia oral. Ele é cultuado hoje pela geração nova, como o pessoal do "Cordel do Fogo Encantado", que em seus shows declamam poemas desse "poeta matuto".

Nos últimos anos, tem participado de diversos shows, apresentando sua poesia ao público nacional, em especial nas grandes capitais: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Recife. O seu poema mais conhecido é "Briga na Procissão", também chamado "Jesus na cadeia".




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