terça-feira, 8 de março de 2011

RAIMUNDO FAGNER BIOGRAFIA




Postado por Ivan Maurício em 31/10/2007 01:01


FAGNER (1)
Inquieto, irreverente, imprevisível...
Podemos dizer que este é Raimundo Fagner Cândido Lopes. Cantor, compositor, instrumentista, ator, produtor.
Cearense de Orós, Fagner nasceu em 13.10.1949. Caçula de cinco irmãos, filho de José Fares e Dona Francisca.
Desde pequeno o menino Raimundo se interessava por música.
Num concurso para cantores infantis em homenagem ao dia das mães, promovido pela Rádio Iracema de Fortaleza, Fagner tira o primeiro lugar, quando tinha apenas cinco anos.
Mantê-lo longe do rádio a partir de então se tornou algo praticamente impossível.
Em 1968, quando já tinha diversas músicas compostas, Fagner venceu o IV Festival de Música Popular do Ceará com Nada Sou, composição em parceria com Marcus Francisco. Em conjunto com Belchior, Rodger Rogério, Ednardo e Ricardo Bezerra, formou o que se chamou de Pessoal do Ceará.


Em 1971, ingressou na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Brasília, cidade onde morava uma de suas irmãs. Logo no primeiro ano desiste do curso, mas consegue facilmente a sua identidade: em 1971 inscreveu três músicas no Festival de Música Popular do Centro de Estudos Universitários de Brasília, obtendo o sexto lugar com Manera Frufru Manera (parceria comRicardo Bezerra), menção honrosa e prêmio de melhor intérprete com Cavalo Ferro (também parceria com Ricardo Bezerra) e o primeiro lugar com Mucuripe(parceria com Belchior).


A partir de então, Fagner consegue despertar a atenção da imprensa do sudeste, sendo suas canções exaustivamente executadas nos bares da capital do país.


Que venha o sucesso


Fagner se muda para o Rio de Janeiro ainda em 1971.
No ano seguinte, Mucuripe é gravada por Elis Regina e estoura nas paradas de sucesso do país.
No mesmo ano, ele grava a composição num dos lados do segundo compacto simples da série Disco de Bolso, iniciativa do Pasquim; no outro lado do compacto, está Caetano Veloso com A Volta da Asa Branca.


A música Cavalo Ferro é gravada em 1973 no disco Meu Corpo, Minha Embalagem, Tudo Gasto na Viagem, do Pessoal do Ceará,
composto de Ednardo, Rodger Rogério, Teti e Cirino.


É em 1973 que Fagner grava o seu primeiro LP, MANERA FRUFRU MANERA, pela Philips. Nele está um dos seus maiores sucessos,
a música Canteiros, poema de Cecília Meirelles musicado por Fagner.
A música causou polêmica, vez que no disco não havia créditos para a poetisa, constando a autoria apenas de Raimundo Fagner.
Após longa batalha na justiça, a família de Cecília Meirelles conseguiu retirar de circulação o disco.
Canteiros tem como música incidental Hora do Almoço, de autoria de Belchior, e Águas de Março.


O compositor Fagner já demonstrava desde o primeiro disco a sua versatilidade, conseguindo reunir numa mesma composição
Belchior e Tom Jobim, de maneira homogênea, harmônica com o restante do disco. Nara Leão, Bruce Henry e Naná Vasconcelos
aparecem no disco com participações especiais.


No piano, a maestria de Ivan Lins.
A partir daí, a carreira levanta vôo definitivo. Convidado para compor parte da trilha sonora do filme Joana, A Francesa, de Carlos Diegues, Fagner agrada tanto que logo em seguida é convidado para ir à França a fim de trabalhar com o musico Pierre Barroux e com Naná Vasconcelos. Ele não hesita e abre mão inclusive do contrato com a Philips.
A viagem faz com que conheça Pedro Soler e Pepe de La Matrona.
Na volta para o Brasil, após algumas dificuldades, Fagner lança o AVE NOTURNA, pela Continental, onde predominam músicas
de caráter pessimista.


É o ano de 1975. A música FRACASSOS é uma das composições definitivas do LP e virá a ser gravada mais tarde por Cauby Peixoto, em parceria com o próprio Fagner. Outro destaque é uma versão um tanto triste de Riacho do Navio. Nela Fagner consegue mostrar o seu jeito próprio de cantar.


Em 1976, lança o Raimundo Fagner, agora pela gravadora CBS.





http://www.fagner.com.br/


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