domingo, 10 de junho de 2012

NAZINHA RIBEIRO - POEMA O JEGUE CANSADO




O jegue cansado

O pobre jegue cansado
Passa o tempo A carregar
A sua carga pesada 
Ele não sabe falar
Pra dizer que está doendo
E que precisa parar

O pobre jegue cansado
Já não pode mais andar
Com uma carga nas costas
Que vive a lhe machucar
Além do peso da carga
Ainda tem que apanhar

O pobre jegue cansado
Anda sempre com cuidado
Pra não cair com a carga
Se não o castigo é dado
É furado com esporas
No rabo um fogo é tocado

O pobre jegue cansado
É maltratado dimais
Passa fome e passa sede
E ainda não satisfaz
O seu dono que não deixa
Ficar um dia em paz

O pobre jegue cansado
Não pode se defender
De todo aqueles maus tratos 
Que o seu dono lhe faz ter
Para proteger o jegue
Eu queria ter poder

O pobre jegue cansado 
Se ele soubesse falar
Pedia ao seu dono que
Deixasse ele descansar 
Tirando lhe a cangalha
Pra pisadura sarar

Meu pobre jegue cansado
Um dia vai receber
Um chamado especial
Que Deus manda pra você
E o teu malvado dono
Nunca mais vai te bater


 Autoria Nazinha Ribeiro
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